http://esporte.uol.com.br

Fabiana Cozza

 

 

O céu clareou quando ela entrou em cena.

A analogia metafórica ao show da Fabiana Cozza no Auditório Ibirapuera na última sexta-feira, dia 30, e o nome do seu mais recente CD, “Quando o céu clarear”, veio a calhar. Na noite fria e na vastidão do Parque Ibirapuera, a gravação de seu primeiro DVD contou com as presenças ilustre do mano Rappin' Hood e da simpática e elegante Maria Rita – nos dias seguintes, passaram por lá Chico César e Yaniel Matos (sábado) e Quinteto em Branco e Preto e novamente Yaniel Matos (domingo). O bailarino Irineu Nogueira contextualizava com danças afro-brasileiras.

Sua intensa presença de palco e um forte vozeirão fazem dela uma cantora singular. Aos gritos de “linda”, “gostosa” e “delícia”, Fabiana respondia tranquilamente, como quem estivesse em um pocket show para quase 800 pessoas. É sinal da intimidade que ela demonstra ter com o público, apesar da breve carreira.

Pontos altos foram os duetos, principalmente em “Malandro”, com intervenções vocais de Rappin’ Hood, “Tendência”, “O samba é meu dom” e “Incensa”.

A urna e as eleições paraguais

 

Essa é a bandeira do Paraguai, viu gente!

 

Uma das explicações que o economista Delfim Netto utiliza em seus textos para explicar a boa avaliação do governo Lula é o termo “a urna”. Ou seja, o voto, as eleições. Esse raciocínio estende-se para a eleição de alguns presidentes latino-americanos, como Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Hugo Chávez (Venezuela).

Na opinião dele, as elites não foram capazes de atender as expectativas e necessidades das populações – que em sua maioria é formada de pobres e indigentes ou indígenas, pessoas sem representação. Entra na disputa um candidato com histórico, apelo e discurso popular capaz de ser o porta-voz dessa maioria, nem que seja somente pelo imaginário, e leva o pleito local. Para seguir com apoio, mantém o discurso nacionalista-oprimido-salvador.

O que aconteceu neste domingo no Paraguai não foi diferente. A vitória do ex-bispo Fernando Lugo é expressão do que os paraguaios estão querendo falar e não conseguiram. Além de colocar fim a seis décadas de mando do Partido Colorado, seu discurso nacional-oprimido está bem claro na discussão sobre a renegociação do preço da energia gerada pela binacional Itaipu. Por lá, nós somos os imperialistas.

Lula disse que não cede. Seu subordinado e laborioso ministro Celso Amorin (Relações Exteriores) falou que até pode negociar. Faltou sintonia. Por aqui, pode esperar que a conta de luz deve sair mais cara (e vai mesmo, por ouros motivos, leio em outro local).

 

Trecho da entrevista que o ex-todo-poderoso ministro da Ditadura Militar concedeu à revista Poder: “Não adianta estar com ilusão: quando você entrega tudo para o economista, faz uma política economicista, sem levar em conta esses aspectos (as desigualdades), vem a urna e corrige. Nem (Hugo) Chávez, nem (Evo) Morales, nem (Rafael) Correa são acidentes. São tentativas de correções. O problema é que o sufrágio universal não garante correções na direção certa.”

O porquê da mídia falar tanto do caso Isabella

 

 

Na semana passada um amigo me perguntava “por quê a imprensa fala tanto do caso Isabella?” Dentre alguns motivos levantados por mim, bati na tecla que os jornais, rádios, TVs são empresas privadas e, conseqüentemente, buscam o lucro. A tríade audiência-publicidade-dinheiro é o caminho. Pelo jeito, não errei.

Do portal Comunique-se:

 

“Audiência de telejornais cresce até 46% com cobertura do caso Isabella

Daniel Castro, em sua coluna na Folha de S. Paulo, conta que a tragédia envolvendo a menina Isabella Nardoni (...) colaborou para que a audiência de programas de TV crescesse até 46%. Ele cita o Brasil Urgente, da Band, como exemplo. O Jornal da Band chegou a atingir média de 7,5 pontos, um crescimento de 24%.”

 

Do portal Yahoo:

“Com as grandes audiências do caso Isabella, os telejornais estão deixando de fazer jornalismo e investindo em matérias apenas para continuar falando do caso, sem notícia. Matérias e mais matérias visando o Ibope.”

União paga indenizações de terceirizados

 

Da Agência Brasil

“Em vez de promover economia para o governo, a terceirização de funcionários em ministérios, autarquias e nos demais órgãos públicos está trazendo prejuízo para a União. A falta de cuidado na escolha das empresas prestadoras de serviços por meio do sistema de pregão eletrônico freqüentemente resulta em sonegação e em ações judiciais contra o Estado.”

 

Meu comentário: isso que é um tiro pela culatra. Cadê o Congresso para regularizar a lei?

Juiz solta hackers, mas exige que leiam clássicos

 

Por KÁTIA BRASIL

da Agência Folha, em Manaus

 

“Para conceder liberdade provisória a três jovens detidos sob a acusação de praticar crimes pela internet, um juiz federal do Rio Grande do Norte determinou uma condição inédita: que os rapazes leiam e resumam, a cada três meses, dois clássicos da literatura.

As primeiras obras escolhidas pelo juiz Mário Jambo, 49, foram "A hora e a vez de Augusto Matraga", conto de Guimarães Rosa (1908-1967), e "Vidas Secas", de Graciliano Ramos (1892-1953).”

 

Meu comentário: certíssimo! Prender os caras e colocá-los em prisões comuns só ia piorar a condição deles. Após a saída do cárcere, provavelmente estariam piores do que entraram.

Só espero que os meninos maluquinhos não façam um copy-cola da internet.

Mart’nália

 

 

Faz mais de um mês que eu fui ver pela primeira vez a nega cantar e não poderia passar batido aqui no blog. Não vou me estender, só dizer que quero ir novamente. Ela botou a turma que lotava a choperia do Sesc Pompéia para dançar, num pique danado. Naquele dia 18, um sábadão, Mart’nália mostrou que não é somente filha de Martinho da Vila, e sim uma cantora com repertório próprio e boa seleção musical, que inclui “Cabide” e “Pé do meu samba”. Aproveito e indico mais três: “Nas águas de Amaralina”, “Boto meu povo na rua” e “Pretinhosidade”.

No site oficial, em sua agenda estão marcadas três apresentações em Sampa, no Tom Jazz, dias 29/fevereiro (ontem), 1º e 2/março. Quem tiver 50 contos para bancar o couvert artístico, apareça.

O Gatonet

 

 

Matéria publicada na Folha de S. Paulo do 23/02 fala sobre a internet clandestina no subúrbio carioca, o que o jornal chama de “Gato velox” e eu carinhosamente de “Gatonet”.

É óbvio que isso iria ocorrer e já acontece em diversos locais e não só no Rio. Como as operadoras/portais 1) dão preferência para atender em locais com maior concentração populacional, 2) áreas onde o poder aquisitivo garanta retorno mais rápido e 3) com melhores condições de acesso para instalação e suporte, muita gente fica excluída e encontram uma maneira de burlar o sistema.

Não seria mais fácil e rentável criar planos simples e baratos que garantam a acessibilidade e a inclusão digital do que ficarem com esta mesquinharia da busca incessante pelo dinheiro? O “Gatonet” é a continuação da “TV a gato”.

Cartões Corporativos

 

 

Uma ministra já caiu e outros funcionários da administração pública estão na berlinda por mau uso dos cartões corporativos. Mas acabar com eles não é a solução. O cartão é bom, facilita no controle e na fiscalização dos gastos e é ágil na hora de pagar a fatura. O governo deve, sim, é disciplinar o seu uso, impondo regras claras.

Essa bombinha que caiu no colo do presidente já era esperada, pois tempos atrás já se falava dos abusos que estavam sendo cometidos, mas Lula, na sua falta de vontade em coibir logo no início, esperou a coisa ficar graúda para depois tomar as iniciativas.

Três coisinhas: o cartão paulista também é corporativo, queiram ou não os tucanos assumirem; o caso só veio à tona devido a divulgação do próprio governo, via Portal da Transparência; certos gastos têm que ser poupados do escrutínio da população, como os da Abin, Polícia Federal, por exemplo.

PS.: você sabe o que são os “gastos da Presidência”? Provavelmente você pense que são os gastos estritamente ligados ao presidente. Mas não são. Leia artigo do último dia 20 da cientista política Lucia Hippolito e descubra. Um trechinho resumido: “Presidência não é apenas o presidente e sua família, é uma estrutura complexa que abriga vários órgãos”.

A Istambul de Pamuk

 

 

O livro “Istambul – Memória e cidade” é de uma preciosidade tremenda. Orhan Pamuk não teve pudor em expor de maneira instigante sua intimidade, da infância ao início da fase adulta, escrevendo sobre assuntos aparentemente sem muita importância, mas que pelas mãos de um prêmio Nobel ganha relevância e dimensão.

Ao refletir sobre sua vida, do ponto de vista de uma família ocidentalizada em um país muçulmano, Pamuk nos faz sentir e lembrar daqueles momentos tão simples e bobos e que nos davam muitas alegrias, como a escola, o primeiro amor, as brigas com o irmão, sua relação com o restante da família – no caso dele, o prédio dos Pamuk era a “residencial oficial”, onde moravam seus pais, avó, tios.

Quando fala de Istambul, Pamuk demonstra a sua paixão pela cidade, que ele viu empobrecendo. Com o fim do Império Otomano, Istambul aos poucos foi perdendo o glamour, a magnitude de uma capital, e seus casarões à beira do Bósforo (yalis) gradualmente virando ruínas. É o declínio e ao mesmo tempo o início da ocidentalização dos hábitos e costumes encabeçados por Kemal Ataturk. O ponto forte aqui é Pamuk discorrer sobre a melancolia dos istanbullus, a hüzün, tristeza tão intrínseca que permeia a vida dos moradores e se espalha no ar.

Assim como sua cidade, a família Pamuk estava em uma fase financeira em permanente descendência, por obra do pai e tio do escritor. O duplo fracasso, talvez, seja a síntese do que é a hüzün para os istanbullus e o próprio Pamuk.

É assim que se faz: Luciana Mello





O dueto com o irmão Jair, em “Na veia da nêga”




No final do show, com participação do grupo afro



Glamourosa, Luciana Mello entrou no palco do teatro do Sesc Pinheiros e arrebentou. Numa quinta-feira calorenta, os primeiros acordes de “Na veia da Nêga” só fizeram a temperatura subir. Para surpresa dos presentes, a parte rap da música foi cantada pelo seu irmão Jair Oliveira, que voltaria no final. Na seqüência, para não deixar a peteca cair, Luciana emendou com “Galha do cajueiro”, outrora famosa na voz de Wilson Simonal e na minha opinião a mais pulsante do seu mais recente trabalho, “Nêga”.


Simpática com o público e na presença do namorado e da mãe, a cantora dominava o palco, segura de si, com um set list bem encadeado e na companhia de uma excelente banda – o baixo era o diferencial. Para dar um colorido especial, um grupo de dança afro (não lembro o nome) participou em duas ocasiões.


Sucessos de outros álbuns não ficaram de fora: “Assim que se faz”, “Simples desejo” e “Prazer e luz” fizeram a platéia pular e dançar. No bis especial, quando boa parte do público já estava de pé em frente ao palco, Jairzinho voltou e fez a dele, cantando “Eu tiro onda”. Depois de 1h30, foi a vez dela encerrar, mandando novamente “Na veia da nêga”.


Até o próximo show!

Fidel e a Ilha

 

Fidel Castro e Che Guevara, dois mitos (foto de 1959)

 

O auto-afastamento de Fidel Castro após quase 50 anos do comando de Cuba foi uma manobra bem pensada. Aos 51 anos, o líder da Revolução de 1959 já não suportava tanta responsabilidade sobre um corpo senil, que resistiu como pôde ao poderio americano, seja contando com o apoio soviético ou metralhando e prendendo seus adversários internos.

O dia 19 de fevereiro de 2008 vai entrar para a história como o fim político daquele que, junto com Che Guevara, inspirou sonhos libertários e, por que não, democráticos. Enfim, dois mitos.

 

DITADURA – Cuba é uma ditadura e Fidel o ditador? Sim, é claro. A dita esquerda não pode e nem deve negar isso. Mas uma coisa me intriga: por que a imprensa não chama a China de ditadura? Lá também fuzilam no paredão, há presos políticos e falta de liberdade de imprensa. Acesso livre à internet, nem pensar. É duro ler algumas publicações, textos e artigos, pois são terminantemente contra Fidel ou apaixonadamente a seu favor.

 

O EMBARGO – beira a insanidade a permanência do embargo americano. Se servil para retaliar propósitos militares soviéticos e cubanos, há muito tempo é puro e simplesmente símbolo do lobby dos cubanos de Miami e da falta de visão da Casa Branca, que não entendeu que somente participando poderá influir na democratização da ilha.

 

O BRASIL – o país tem em mãos uma oportunidade ímpar de ser o condutor da transformação necessária que Cuba deverá passar. Primeiramente na economia, que é fechada e aos poucos deve se tornar aberta e bem mais dinâmica. Os desafios são enormes e as oportunidades para as empresas brasileiras idem, principalmente na indústria canavieira e no setor de turismo.

Diplomaticamente, o Itamaraty tem que reunir forças para iniciar uma aproximação de Cuba com os EUA, via novo presidente que será eleito este ano, e buscar formas de diminuir a influência de Chávez.

 

A POPULAÇÃO – vi somente um analista comentar sobre a população cubana. Será que ela está preparada para sair de meio século de comando estatal para se libertar da noite para o dia? Meu receio é que ela se torne refém de grandes empresas, trabalhando exaustivamente e ganhando umas migalhas. Este é um ponto a ser mais discutido.

 

A HISTÓRIA – se a história o absolverá, como ele próprio disse certa vez, é mais que prematuro dizer. Mas uma coisa é certa: Fidel é o cara mais apaixonante que muitas gerações viram passar pela política. Para o bem ou para o mal.

 

Especial Estadão on line– AQUI

Especial Folha on ine – AQUI

Luis Nassif X Veja

 

 

O jornalista Luis Nassif comprou briga com a revista Veja, a semanal de maior circulação e a mais influente publicação do país. Em textos em seu blog, Nassif analisa o que ele chama de “mudança de rumo” da revista, a partir da mudança de comanda, com a ascensão de Eurípedes Alcântara e Mário Sabino, que com Lauro Jardim e Diogo Mainardi formam o “quarteto da Veja”.

Para concordar ou discordar, vale a pena dar uma lida no “Dossiê Veja”, que já está no 13º capítulo.

São Paulo, São Paulo

Banda Premê

Ouça o áudio e veja a letra AQUI

 

É sempre lindo andar na cidade de São Paulo

O clima engana, a vida é grana em São Paulo

A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo

Gatinhas punks, um jeito yankee de São Paulo

 

Na grande cidade me realizar

Morando num BNH.

Na periferia a fábrica escurece o dia.

 

Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo

Pardais, baratas, ratos na Rota de São Paulo

E pra você criança muita diversão e poluição

Tomar um banho no Tietê ou ver TV.

 

Na grande cidade me realizar

Morando num BNH

Na periferia a fábrica escurece o dia.

 

Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, ali

Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi

Pari,

Butantã, Utinga, Embu e Imirim, Brás, Brás, Belém

Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo

Mooca, Penha, Lapa, Sé, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé

 

Pra quebrar a rotina num fim de semana em São Paulo

Lavar um carro comendo um churro é bom pra burro

Um ponto de partida pra subir na vida em São Paulo

Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá.

 

Na grande cidade me realizar morando num BNH

Na periferia a fábrica escurece o dia

Na periferia a fábrica escurece o dia

O samba da Bahia por Beth carvalho

 

 

Na hora do bis, com o público de pé, cantando em uníssono “Ô coisinha tão bonitinha do pai / Ô coisinha tão bonitinha do pai”, Beth Carvalho mostrava a que veio: animar o público que lotava o Sesc Pinheiros no último dia 12. Os versos da música de Jorge Aragão foi somente um dos diversos sucessos que a intérprete cantou no lançamento do seu mais recente trabalho, “Beth Carvalho canta o samba da Bahia”, que teve no set list apenas duas canções que não faziam parte do disco: a citada “Coisinha do pai” e “Andança”, que atendeu a um pedido, porém avisou “não ter nada a ver com a Bahia”.

Dedicado a Dorival Caymmi, a quem Beth diz ser o cantor que mais soube cantar a Bahia, o CD e DVD gravado em 2006 no Teatro Castro Alves, em Salvador, reúne sambas compostos por baianos e duetos, é claro, com a turma da terra de painho. Entre os músicos estavam lá os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, o ministro Gilberto Gil; a turma do axé foi representada por Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes; Danilo Caymmi, Carlinhos Brown, Riachão e Armandinho são outros nomes – este Armandinho é o precursor do trio elétrico, e não o do “Quando Deus te desenhou...”.

Com problemas no áudio no Sesc – o que perdurou durante todo o espetáculo –, o início atrasou um pouco, mas o show tem que continuar. Porém, como os santos baianos estavam de plantão nesse dia, antes do público ficar irritado aparecia no telão Dorival Caymmi, cantando “O samba da minha terra deixa a gente mole / Quando se canta todo mundo bole”, para Beth dar seqüência com a célebre frase “Quem não gosta de samba bom sujeito não é / É ruim da cabeça ou doente do pé”. Palmas. Mais palmas. O show estava apenas começando.

Como a própria Beth já tinha dito em entrevista, em turnês de lançamentos de disco costuma-se intercalar sucessos com as novas músicas, mas no casa de “Samba da Bahia” não era necessário. E realmente não foi, pois logo após a abertura com Caymmi, veio uma seqüência (i)mortal com “Maracangalha” (Dorival Caymmi), “Chiclete com banana” (Gordurinha e Almira Castilho), “Cada macaco no seu galho” (Riachão), “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso), “Brasil Pandeiro” (Assis Valente) entre tantas outras que você conhece clicando AQUI.

Para não perder a coroa de a Madrinha do Samba, Beth chamou ao palco Mariene de Castro (na foto acima, dando a mão para Beth) para cantar “Raiz” (J. Velloso e Mendes), depois saiu de fininho e deixou a moça sozinha para mostrar seu talento em “Ilha de maré” (Walmir Lima e Lupa), para depois dividirem os vocais em uma roda de samba baiano.

Conversa vai, conversa vem, o post tá enorme. Quem foi, foi. E eu fui, deixando antes AQUI o link para ver cenas da gravação do DVD.

Diário de viagem 1 – Argentina

Por William Siqueira (texto e fotografias)

 

Abaixo, a Casa Rosada, sede do governo; e tocadores de tango de rua

 

 

29 de outubro de 2007, 15h40, desembarque no aeroporto internacional EZEIZA Buenos Aires/Argentina. Nos próximos 15 dias eu seria portenho, num intercambio cultural, o que me permitiria estudar espanhol e viver com uma família argentina: afinal, o propósito era conhecer culturalmente o país.

À primeira vista Buenos Aires me pareceu uma mini São Paulo, com seus edifícios, gente, muita gente, aparentemente sempre com pressa, e seu trânsito intenso, mas que com certeza não era a metade do nosso. A arquitetura é belíssima, suas ruas são mais arborizadas e limpas que as de Sampa, e cheias de cachorros, nunca vi igual (risos). Algo que me chamou a atenção foi a quantidade de livrarias, na Rua Santa Fé, no bairro Norte, havia pelo menos cinco delas.

Além de muitas livrarias, há também bastantes cafés – os bares do Brasil – sempre lotados, às vezes com fila de espera, como no caso do mais famoso e antigo da cidade, o Tortoni. A comida é muito saborosa (humm, a comida!), tirando o bife que é servido praticamente sangrando, pois prefiro bem passado. Os argentinos comem muita batata, seja frita, assada, como purê, quase todos os dias ela está na mesa. A variedade de frutas e sucos é coisa brasileira, lá não tem isso.

À noite portenha começa às 22h, quando as pessoas saem para jantar, depois buscam outros programas, como cinemas e cafés, e somente às 2h30 da madrugada as casas noturnas começam a receber seu público, muito diferentes de nós que geralmente às 3h saímos da balada e procuramos um lugar para “matar a larica”.

O melhor meio de transporte é o táxi. A frota é grande e os valores são baixos, se comparados aos brasileiros. As linhas de ônibus são razoáveis e o metrô, pequeno, porém constante, rápido e sempre abarrotado de gente. É o mal de cidades populosas.

Um conselho: vale muito a pena conhecer Buenos Aires, porém é bom saber um pouco de espanhol, pois alguns portenhos entendem, mas fazem que não entendem a nossa língua.




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , Homem , de 26 a 35 anos , Portuguese , English , Arte e cultura , Política
MSN - wcandidor@yahoo.com.br

 
Visitante número: